Double Dragon II – The Revenge [MD]

ATENÇÃO: Esse post foi inicialmente criado para a Comunidade Mega Drive – Um espaço para fãs de retrogaming, especialmente no console 16-bit da SEGA. Após ler o texto, aproveite para visitar o site.

Quem teve o privilégio de viver o fim dos anos 80 e o começo dos 90 certamente estariarico hoje se não fosse por um detalhe: Double Dragon II – The Revenge. Porquê ? Porque se você conheceu esse jogo no tempo em que os Arcades eram os templos da perdição dos adolescentes, é quase garantido que também gastou uma pequena fortuna em fichas (lembram?) nesse jogo.

Esse side-scrolling beat ‘em up da Technos fez um sucesso arrasador e foi portado para praticamente todos os consoles ativos da época ­— 8 ou 16 bits — incluindo o Mega Drive que, aliás, recebeu o port mais fiel ao jogo original dos Arcades . A história é simples e direta:  A jovem Marian foi resgatada por seu amor Billy Lee e o irmão dele, Jimmy, após ter sido sequestrada pela gangue Black Warriors no 1º episódio da série. Agora, por vingança, a gangue decide matá-la. Os irmãos Lee entram novamente em ação, dessa vez,  para vingar a morte da moça, daí o subtítulo “The Revenge”.

Visualmente, além de ser uma conversão perfeita dos arcades, as escolhas de design conceitual feitas aqui podem ser resumidas em uma só palávra: ÍCONE. Sim, jogar Double Dragon II é viajar pelo universo das gangues de rua dos anos 80. Está tudo lá: Jaquetas de couro, spikes, muros pixados, arranha-céus ao fundo.

Cenários inspirados em landscapes urbanos; a maldita ceifadora da qual ninguém conseguia esquivar; e os templos de artes marciais.

Tecnicamente, a ressalva que pode ser feita é com relação aos personagens: Eles têm sprites menores em relação às sprites da versão Arcade e alguns elementos de cenário têm menos detalhes. Não obstante, nada diminui a apresentação do jogo, principalmente frente a outros ports da época.

A diferença no tamanho das sprites

Mas mantenha em mente o universo marcante do game e some, a isso, as músicas maravilhoses que só podem ser classificadas como Clássicos Instantâneos – todas elas são excelentes e traduzem, com muita fidelidade, o calor da luta. As músicas são tão boas que já ganharam diversas versões remix e até um album de versões instrumentadas lançado pela própria produtora do game.  Mas mesmo suas versões originais são muito gostosas de ouvir até hoje.

NES/Mega Drive/ Arcede: A versão do NES, apesar de divertida, não é um port tão fiel quando a do Mega Drive.

Tratando de Gameplay, sendo simples e direto: não consigo imaginar nada mais divertido do que essa formula Beat´em Up dos 8 e 16 bits, ainda mais se vc jogar com um amigo. A franquia Double Dragon certamente definiu os alicerces sobre os quais o gênero cresceu a partir dos anos 90 e só não recebe um 10 perfeito porque depois dele vieram jogos como Final Fight (visualmente mais complexo) e Streets of Rage (com suas possibilidades de combinação de agarradas e golpes entre os jogadores — aí sim, um 10 perfeito). Um ítem controverso, para muitos jogadores da época, era o fato da função atribuída aos botões (notoriamente soco e chute) se inverterem dependendo para que lado o personagem estivesse voltado – isso fazia os primeiros instantes da jogatina um pouco confusos.

No que tange à duração, Double Dragon II (bem como o I) não é um jogo longo e embora as primeiras partidas possam testar sua resiliência (mesmo no nível Normal), quanto mais você tem contato com os inimigos e as fases, mais fácil se torna identificar os padrões dos inimigos e passar por eles. O jogo costumava a ser tão envolvente e divertido que, jogando com um amigo enquanto joga conversa fora, a aventura acabava quando você menos esperava (ainda que passando por alguns momentos de sufoco durante a sessão) deixando sempre aquele gostinho de “vamos denovo?”.

Resumindo, Double Dragon 2 é um somatório de gangues dos anos 80 em paisagens urbanas nos anos 80; jaquetas de couro com manga rasgada; clichês de lutadores imbatíveis; brigas de rua com armas brancas e artes marciais — a coqueluxe da cultura pop da época — com a possibilidade de jogar à 2 OFFLINE, LADO-A-LADO COM UM AMIGO! (seja tomando um Guaraná com biscoito de leite ou uma cerva com amendoim). Aqui em casa, a gente chama isso de diversão garantida e é por esse motivo que eu não poderia recomendá-lo mais. Não se incomode com os gráficos módicos, até mesmo para a época, e você terá o pai dos Beat´em ups como a série Streets of Rage e Final Fight (esse último criado com inspiração direta em Double Dragon) e uma trilha sonora agradabilíssima num port fiel da versão arcade que só chegou aos 16 bits pelo Megão. Esse título é aquele que você DEVE conhecer, ainda que venha a não gostar, simplesmente porque ele é parte fundamental da história dos games.

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Publicado em março 23, 2012, em Bit Reviews, Nostalgia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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